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INFORMAÇÃO E SERVIÇOS PARA POSTOS DE COMBUSTÍVEIS

POSTO HOJE É ENVIADA SEMANALMENTE A DIRIGENTES DE POSTOS DE COMBUSTÍVEIS E LOJAS DE CONVENIÊNCIA

21/01/2021

 

Brasil tem vantagem do etanol na transição do setor automobilístico, avalia Di Si

 

A transição da indústria automobilística para o carro elétrico já é uma realidade e o Brasil deve aproveitar a vantagem do etanol, afirmou o presidente da Volkswagen na América Latina e no Brasil, Pablo Di Si, na Live do Valor desta quinta-feira. Ele lembra que um dos principais desafios do carro elétrico é a questão das baterias e do abastecimento e defende os investimentos em pesquisas para que o etanol possa ser usado nessa indústria. “Não é importante só ter o carro elétrico, mas como abastecer. E por que não usar o etanol? A tecnologia não existe hoje, mas temos o etanol e, com pesquisas, podemos [alcançar isso]. Precisamos estudar como transformar esse etanol e abastecer o carro elétrico, mas não só no Brasil, mas nos Estados Unidos, na China”, disse. O investimento em pesquisas, diz Di Si, é fundamental para que o Brasil exporte mais do que apenas a matéria-prima e possa participar de forma competitiva nesta indústria global.

Fonte:  https://valor.globo.com/live/noticia/2021/01/21/

 

Refap pode ser vendida por até R$ 1,4 bi

 

A proposta apresentada pela Ultrapar Participações à Petrobras para a compra da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, ficou entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,4 bilhão, de acordo com fontes do mercado ouvidas pelo Valor. A petroleira informou nesta terça-feira que abriu a fase de negociação com a Ultrapar Participações para a venda da unidade. Informações apuradas no mercado apontam que o grupo apresentou a melhor proposta vinculante pelo ativo e ficou à frente da Raízen, que também disputou a refinaria. Petrobras e Ultrapar estão em negociações exclusivas e a expectativa é que o fechamento da operação ocorra somente no começo de 2022. Procurada, a estatal não comentou o assunto. Após a aquisição, há a possibilidade de que a Ultrapar procure sócios para a unidade. A holding do grupo Ultra é dona da distribuidora de combustíveis Ipiranga, que tem uma rede de 7,1 mil postos e cerca de 70 bases no país. O grupo também apresentou à estatal uma proposta no processo de venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná.

Leia mais em: https://www.fecombustiveis.org.br/noticia/

 

Unica: primeiro ano do RenovaBio mostra interesse do mercado em reduzir emissões

 

O presidente da União da Indústria da cana-de-açúcar (Unica), Evandro Gussi, avalia que o resultado do primeiro ano do RenovaBio demonstrou que os participantes do mercado de combustíveis "querem construir uma nova realidade e entregar a redução de emissões de CO2 que a sociedade espera". O comentário foi feito a propósito dos números divulgados na terça-feira (19), pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre o status do cumprimento das metas compulsórias das distribuidoras de combustíveis dentro da Política Nacional de Biocombustíveis - RenovaBio referente aos anos de 2019 e 2020. "Ao todo, foram aposentados 14.535.334 Créditos de Descarbonização (CBIOs) pela parte obrigada até 31/12/2020, correspondendo a 97,6% da meta compulsória de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa fixada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)", disse a Unica em nota.

Leia mais em:  https://www.cnnbrasil.com.br/business/

 

São Martinho construirá planta de etanol de milho com apoio do BNDES

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 941,6 milhões ao Grupo São Martinho S/A para a realização de uma série de investimentos em suas usinas situadas em municípios de São Paulo e Goiás. O grupo construirá uma nova planta de etanol de milho na Usina Boa Vista (UBV) e silos de armazenagem de grãos. O apoio também tem como finalidade a construção de uma nova usina termoelétrica movida a bagaço de cana-de-açúcar, a UTE São Martinho Bioenergia, e a modernização das outras termelétricas para aumento da cogeração de energia.

Leia mais em: https://jornalcana.com.br/sao-martinho

 

Preço de combustíveis da Petrobras continua defasado apesar de reajuste, dizem analistas

 

Mesmo com o reajuste de R$ 0,15 no litro da gasolina nesta terça-feira (19), os preços dos combustíveis da Petrobras continuam defasados, segundo especialistas do setor. De acordo com cálculo de Étore Sanchez, da Ativa Investimentos, o preço da gasolina vendida pela estatal está 7% abaixo do preço da gasolina internacional. Com relação ao diesel, o percentual de defasagem é estimado entre 11% e 14% pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). Thadeu Alves, chefe de petróleo e gás da FCStone, afirma que a postura da Petrobras de segurar os preços vem sendo mantida por um tempo maior do que o habitual. A estratégia, segundo ele, não faz sentido do ponto de vista econômico. "Por razão de mercado não é. Se quer ganhar um market share, uma fatia de mercado maior, com abrangência maior, coloca abaixo, mas manter por três semanas a 15% abaixo não faz sentido no mercado", disse Alves.

Leia mais em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/

 

Coluna Fernando Calmon   Nº 1.133

 

Fernando Calmon é engenheiro e jornalista especializado no setor automobilístico desde 1967, quando produziu e apresentou o programa 'Grand Prix' na TV Tupi, no ar até 1980. Dirigiu a revista AutoEsporte por 12 anos e foi editor de automóveis das revistas O Cruzeiro e Manchete. Entre 1985 e 1994, produziu e apresentou o programa 'Primeira Fila' em cinco redes de TV. A coluna Alta Roda, criada em 1999, é publicada semanalmente na internet. Calmon também atua como consultor em assuntos técnicos e de mercado na área automobilística, e como correspondente para o Mercosul do site inglês just-auto. www.fernandocalmon.com.br.

 

Volkswagen deve produzir

para Ford aqui

 

A poeira ainda não baixou sobre a retirada da Ford como produtor de veículos no Brasil. Além das implicações econômicas e políticas, é natural que surjam notícias de todos os lados. O fervor dos acontecimentos chegou ao ponto de sugerir que os empregados da fábrica de Taubaté, SP pudessem formar uma espécie de cooperativa para administrar as instalações. Obviamente, isso não acontecerá, pois sem mercado não há para quem vender a produção.

 

 

O governo da Bahia correu para bater às portas da embaixada chinesa, em Brasília, na esperança de que algum fabricante do país asiático pudesse assumir ou comprar a fábrica de Camaçari. O presidente da CAOA, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, também disse que “com alguma ajuda” teria interesse na fábrica baiana. Esta tem capacidade até 300.000 veículos por ano, incluindo a unidade de motores 1-litro local.

 

A Ford tem ativos fabris no Brasil difíceis de vender. No entanto, a possibilidade de a marca encolher e apenas importar produtos da Argentina, Uruguai, China, EUA e Canadá não deve ser o cenário definitivo. Depois de reservar US$ 4,5 bilhões (R$ 23 bilhões) para enfrentar todas as indenizações e despesas, daqui a quatro ou cinco anos poderá voltar a produzir no Brasil. Mas não com fábrica própria. Nada de produto com baixo valor agregado, alto índice de localização das peças ou sem rentabilidade.

 

Hoje VW e Ford já têm acerto de colaboração envolvendo picapes médias, furgões e novas tecnologias. Na Europa, a Ford lançará um modelo elétrico a partir da arquitetura modular MEB da VW que deu origem ao ID.3, ID.4 e outros ainda virão. Na África do Sul, a Ford produzirá as novas Ranger e Amarok.

 

Portanto, embora a Autolatina no Brasil e na Argentina, entre 1987 e 1996, não terminasse em troca de flores, as duas marcas voltarão a colaborar, industrialmente apenas, aqui.

 

Em meia década, porém, o País deve encontrar um rumo para melhorar o ambiente de negócios e fechar o tal manicômio tributário. Os incentivos, baseados em renúncias fiscais, prosperaram porque os impostos sobre automóveis são os mais altos do mundo. Governos nos três níveis querem tirar a sua parte e até aumentá-la, como aconteceu agora com o ICMS em São Paulo.

 

Quem sabe os políticos agora caiam na real.

 

Stellantis estreia com

ambições claras

 

O presidente-executivo da Stellantis, resultante da fusão entre PSA e FCA, o português Carlos Tavares, de 62 anos, resumiu o mote da nova empresa nascida no último dia 16: “Excelência é melhor do que ser grande”.

 

Pragmático, ele já passou pela Renault, desentendeu-se com Carlos Ghosn, da aliança Renault_Nissan, foi para PSA, equacionou seus problemas e liderou a compra da Opel/Vauxhall da GM, na Europa.

 

Tavares mostrou estar focado em manter todas as fábricas abertas em mais de 30 países, além dos 400.000 empregados do quarto maior grupo automobilístico do mundo. A missão, sem dúvida, será difícil, pois o grupo reúne 14 marcas. Além de cinco culturas automobilísticas diferentes: francesa, italiana, alemã, inglesa e americana.

 

Foto: divulgação

 

Na sua primeira entrevista, ressaltou muitos desafios. Um deles é aumento de custos entre 20% e 40% que os governos, principalmente europeus, estão impondo às fabricantes em termos de eletrificação acelerada, emissões e segurança veiculares. Disse que dará atenção à mobilidade compartilhada, embora isso possa diminuir as vendas globais de veículos.

 

Apesar de não ter comentado diretamente, deixou a entender que menos carros vendidos são um desafio para manter a rentabilidade mínima e saudável de 7%, antes de impostos e amortizações.

 

Quanto à América do Sul delegou a Antonio Filosa, executivo-chefe da ex-FCA, o comando de todas as operações da Stellantis no continente. Entre as decisões da nova administração na região estão a integração parcial (no primeiro momento) das redes de concessionárias Fiat e Peugeot/Citroën, além da utilização dos novos motores Fiat turbo em produtos das duas marcas francesas.

 

Renault focará em

modelos rentáveis

 

 

A pandemia tem levado as marcas a cuidar ainda mais da saúde financeira. Luca De Meo assumiu o comando mundial da Renault há seis meses e anunciou agora seu plano “Renaulution”. Entre outras estratégias, ampliará arquiteturas integradas com a Nissan e atuação mais focada em rentabilidade do que em participação de mercado.

 

Foto: divulgação

 

Isso se aplica também ao Brasil e desde o ano passado a meta de alcançar 10% de participação deixou de ser a prioridade. Se a produção não for minimamente rentável, vendas diretas a locadoras e frotistas serão definitivamente afetadas.

 

A Renault lidera a venda de elétricos e híbridos na Europa e De Meo reafirmou essa prioridade. Em breve, a marca anunciará um novo ciclo de investimentos no Brasil. O que se sabe até agora: foco nos “andares” de cima do mercado, sinergias com a Nissan e motores turbo flex visando diminuição de consumo de combustíveis e emissões.

 

 

 

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